Libertando-se da opressão punitiva: contribuições da filosofia da libertação para a concretização de uma cultura dos direitos humanos

Autores

  • Aloísio Krohling Faculdade de Direito de Vitória - FDV
  • Raphael Boldt

DOI:

https://doi.org/10.18759/rdgf.v0i7.85

Resumo

O texto examina a cultura punitiva e expõe algumas das contribuições que a filosofia da libertação pode oferecer para a concretização de uma cultura dos direitos humanos. Percebe-se atualmente a existência de uma verdadeira cultura punitiva no Brasil, um “clima punitivista” que promove a criminalização de condutas como o único caminho para a solução de conflitos sociais dos mais diversos matizes e propõe o endurecimento da legislação penal visando coibir a criminalidade. Ademais, observa-se uma tendência à flexibilização de direitos e garantias fundamentais, vistos, neste contexto, como obstáculos à segurança, “direito sagrado” em tempos de cultura do pânico. Paralelamente ao processo de endurecimento penal, verifica-se o declínio da tolerância e a ampliação da desigualdade, razão pela qual torna-se fundamental repensar o papel dos direitos humanos e refletir acerca das possibilidades de se produzir transformações sociais a partir de uma práxis libertadora e de teorias elaboradas com base nas especificidades dos países periféricos.

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Biografia do Autor

Aloísio Krohling, Faculdade de Direito de Vitória - FDV

Mestre em Filosofia; Ph.D em filosofia e Pós-doutor em Filosofia Política; professor de Filosofia do Direito no Programa de Mestrado em Direitos e Garantias Fundamentais da Faculdade de Direito de Vitória (FDV), Espírito Santo.

Raphael Boldt

Mestrando em Direitos e Garantias Fundamentais (FDV). Graduado em Direito e Comunicação Social; advogado e professor universitário.

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Publicado

2009-12-16

Como Citar

Krohling, A., & Boldt, R. (2009). Libertando-se da opressão punitiva: contribuições da filosofia da libertação para a concretização de uma cultura dos direitos humanos. Revista De Direitos E Garantias Fundamentais, (7), 215–231. https://doi.org/10.18759/rdgf.v0i7.85